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Rio Branco - AC

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História da cidade de Rio Branco

 

Cidade

Visitar Rio Branco é conhecer a história gloriosa dos acreanos. É testemunhar um folclore marcado pelo encontro das culturas nordestina, paraense, sírio e libanesa.

A capital do Acre encanta com seu rico artesanato, os pratos típicos e doces caseiros e da cozinha amazônica, além das saborosas frutas regionais.

Quem visita Rio Branco, não esquece jamais a hospitalidade do seu povo e o calor de sua gente. Marca do passado que encanta o presente, Rio Branco oferece várias opções de lazer, com bons hotéis, restaurantes de comidas típicas regionais da cozinha nordestina e amazônica, agências de viagem, boates, cinemas, shopping e galerias para suas compras.

O Ecoturismo é uma das principais características não apenas de Rio Branco, mas de todo o Estado do Acre, que hoje busca resgatar os sonhos do ecologista Chico Mendes, e já ocupa uma posição estratégica na Amazônia Legal, com sua floresta cobrindo mais de 90% da extensão territorial. Turistas nacionais e internacionais são cada vez mais atraídos por essas belezas naturais do Acre, sempre de braços abertos para receber novos visitantes. Praias, lagos, hortos florestais, museus, palácios, igrejas, teatros, parques e outras belezas tornam o lugar inesquecível.

Não é só as manifestações religiosas no Acre que compõem o cartão postal da cidade, em Outubro realiza o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da cidade, sendo essa apenas uma das muitas comemorações que acontecem em todo o Estado. Festividades juninas, carnaval, festivais de música, festival de praia do Amapá, a música e as raízes nordestinas do Boi-Bumbá, rodeios, exposições agropecuárias e outras comemorações são responsáveis pela alegria em Rio Branco.

 

História De Rio Branco

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primeira rua comercial de Rio Branco       árvore imensa época da colonização

  

Construção do Palácio Rio Branco - AC.JPG  

Construção do Palácio Rio Branco

 

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Rio Branco atual

A Fundação

O vapor sobe lentamente o rio Acre e depois de muitos dias de viagem, desembarca os Irmãos Leite num lugar chamado, seringal Bagaço.

Neutel Maia, outro explorador a bordo, decide subir o rio mais algumas milhas e no dia 28 de dezembro chega a um lindo lugar, uma longa curva no rio, marcada por uma frondosa árvore centenária, a Gameleira, que ficaria famosa no futuro, agrada-se do lugar e resolve fundar o Seringal Empreza.

Logo se formou um povoado o qual era chamado de "Volta da Empresa" devido à acentuada curva no rio, o mesmo revelou-se mais movimentado do que um simples seringal, e ali se foram acumulando diversos pontos comerciais das diversas casas aviadoras para o abastecimento das embarcações que subiam e desciam o rio no transporte do ouro negro (a borracha).

Rio Branco, a Capital do Estado do Acre(o nome Acre origina-se de Áquiri, transcrita pelos exploradores desta região da palavra Uwakuru do dialeto dos índios Apurinã.), foi fundada em 28 de dezembro de 1882. Em 7 de setembro de 1904, após a anexação definitiva do Acre ao Brasil, depois do término da Revolução Acreana foi elevada à categoria de vila, pelo decreto nº 7 - mudança de nome de Volta da Empreza para Villa Rio Branco - em homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão de Rio Branco, Chanceler brasileiro cuja ação diplomática resultou no Tratado de Petrópolis, tornando-se sede do Departamento do Alto Acre.

Nos primeiros trinta anos de sua história o povoado esteve restrito à margem direita do rio Acre, uma área alagável que todos os anos sofria com as cheias do rio. Por isso, em 1908, o Prefeito do Departamento do Alto Acre, Gabino Besouro, decidiu desapropriar terras do Seringal Empreza, situado na margem esquerda do rio, para construir uma nova cidade que ele denominou de "Penápolis", em homenagem ao então presidente da Republica Afonso Pena. Mas esse nunca chegou a ser o nome oficial do povoado. Em 1913 foi elevada a categoria de município. Em 1920 passou a ser a capital do Território Federal do Acre. Somente no Governo de Hugo Carneiro 1926/1930, começou efetivamente a urbanização de Rio Branco, com a construção de diversos prédios em alvenaria.

A criação de toda a infra-estrutura necessária para o funcionamento do governo territorial somente foi completada no Governo de Guiomard Santos 1946/1950. Em 1957, em projeto apresentado pelo Deputado José Guiomard dos Santos o Território seria elevado à categoria de Estado, o que resultou na Lei nº. 4.070, de 15 de junho de 1962, sancionada pelo então Presidente da República, João Goulart.

O primeiro governador do Estado do Acre foi o senhor José Augusto de Araújo, eleito em outubro de 1962, com 7.184 votos. Rio Branco é o centro administrativo, econômico e cultural da região. É cortada pelo rio Acre, dividindo a cidade em duas partes denominadas Primeiro e Segundo distritos. É a maior e mais populosa cidade acreana, concentrando mais da metade da população total do Estado.

A rua surgida a partir da Gameleira, na margem direita do rio Acre, era o centro da vida comercial e social do município. Ali se situavam os bares, cafés e cassinos que movimentavam a vida noturna da cidade, ali se encontravam também os principais representantes comerciais das casas aviadoras nacionais e estrangeiras que movimentavam milhares de contos de réis naquela época, moravam também as principais famílias da elite urbana composta por profissionais liberais e pelo funcionalismo público. Porém, a partir da década de 50, teve início um pronunciado processo de decadência econômica da histórica margem direita do Rio Acre. Isso resultou da transferência de boa parte de suas principais casas comerciais para o 1o Distrito da cidade, na margem esquerda do rio Acre, onde já estavam instaladas as principais repartições publicas e as residências das mais importantes famílias do território. De lá para cá, o ritmo de degradação urbana, social e econômica dessa área só fez aumentar e chegou ao seu ponto máximo com o desbarrancamento provocado pela grande alagação de 1997.

Hoje, Rio Branco é uma cidade moderna, que procura a cada dia implementar processos que tornem mais fácil a vida de seus habitantes. A economia do município que antigamente baseava-se somente no trabalho gerado pelo governo, agora já começa a despertar para a indústria e o comércio que gera milhares de empregos.

O nome da cidade é uma homenagem ao Barão do Rio Branco, (José Maria da Silva Paranhos Júnior),  que através da assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, anexou o Estado do Acre ao Território Brasileiro.